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30 de agosto de 2007

Conteúdos Educacionais Digitais Multimídia

Filed under: Uncategorized — vergaranunes @ 15:41
Chamada Pública para Produção de
Conteúdos Educacionais Digitais Multimídia
O Ministério da Educação e o Ministério da Ciência e Tecnologia lançam chamada pública para selecionar projetos para apoio financeiro que envolvam a produção de conteúdos educacionais digitais multimídia nas áreas de Matemática, Língua Portuguesa, Física, Química e Biologia do Ensino Médio, destinados a constituir parte de um amplo portal educacional para os professores, além de serem utilizados nas diversas plataformas, de modo a subsidiar a prática docente no Ensino Médio e contribuir para a melhoria e a modernização dos processos de ensino e de aprendizagem na rede pública.

Você pode ver o edital completo no endereço abaixo:
http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/Editais/edital_mct_seed.pdf

Veja o vídeo de divulgação:

29 de agosto de 2007

Você compraria um telefone celular Google

Filed under: Uncategorized — vergaranunes @ 23:14

Confesso que sou um “googleciado” e “tecnofílico”, e compraria um celular do Google tão logo aparecesse no Mercado Livre ou no Submarino. Será que existe algum cadastro por aí para espera?


‘gPhone’: celular do Google pode chegar já em setembro

O Globo Online RIO – O “gPhone”, celular que o gigante de internet Google estaria preparando para concorrer com o iPhone , aparelho da nova geração da Apple, pode chegar ao mercado mundial ainda em setembro. O portal de buscas teria escolhido um prazo de duas semanas para o lançamento do projeto, e uma das datas fortemente defendidas pelo Google seria o dia 3 de setembro, feriado do Dia do Trabalho (Labor Day) nos Estados Unidos, informou o blog Engadget .

Citando fontes diretamente envolvidas no projeto do celular na sede do Google, o blog de tecnologia confirmou rumores publicados em março , de que o “gPhone” seria baseado em um sistema operacional de código aberto do tipo Linux em seu cerne (kernel) e custaria em torno de US$ 100. A plataforma teria sido criada pela Android, desenvolvedora de soluções baseadas em sistemas abertos, adquirida pelo Google em 2005.

Ainda de acordo com o blog, o termo “gPhone” não envolveria exclusivamente o lançamento de um aparelho de telefonia celular de baixo custo, mas de vários modelos adotados por alguns fabricantes, como a HTC e a Samsung. Os aparelhos serão habilitados com tecnologias da Google, como um sistema de monitoramento GPS, o serviço de mapas GoogleMaps e os aplicativos Docs e Gmail.

Mark “Rizzn” Hopkins ( http://www.rizzn.com), um dos blogueiros mais envolvidos no assunto nos Estados Unidos, citou fontes para confirmar que o gPhone não se limitará a um telefone celular concorrente do iPhone, mas que poderá, inclusive, disputar espaço com o laptop popular XO, criado pela organização não governamental Fundação OLPC (One Laptop Per Child), do teórico Nicholas Negroponte. O XO, cujo custo de produção chega a US$ 170, está sendo adotado por governos de países em desenvolvimento para a inclusão digital de populações carentes – inclusive no Brasil.

Os rumores a respeito do lançamento do gPhone têm se fortalecido nas últimas semanas com a aproximação das festas de fim de ano, e vêm sendo reforçados por diversas fontes envolvidas no projeto em blogs especializados. Algumas das afirmações mais contundentes da semana partiram do blog CruchGear . Segundo fontes citadas pelo blogger, a HTC, líder asiática na produção de eletrônicos, já estaria produzindo uma versão do “gPhone”.

Em janeiro deste ano, Beto Largman, do blog “Feira Moderna” do Globo Online , destacou as suspeitas de que o gPhone, à época chamado de “Google Switch”, contaria com tecnologia da Samsung.

Publicada em O Globo On-Line, em 29/08/2007 às 11h40m
http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2007/08/29/297492993.asp

25 de agosto de 2007

Aquecimento global

Filed under: Uncategorized — vergaranunes @ 23:09


Esta eu recebi de minha aluna Patrícia Barbosa.

24 de agosto de 2007

I Ciclo de Palestras sobre Linguagens e Subjetividade

Filed under: Uncategorized — vergaranunes @ 02:44

21 de agosto de 2007

Brasil se prepara para reforma ortográfica

Filed under: Uncategorized — vergaranunes @ 02:32

Recebi por e-mail da CM News:


Brasil se prepara para reforma ortográfica

Fonte: Folha on line

20/08/2007 14:44h – O fim do trema está decretado desde dezembro do ano passado. Os dois pontos que ficam em cima da letra u sobrevivem no corredor da morte à espera de seus algozes. Enquanto isso, continuam fazendo dos desatentos suas vítimas, que se esquecem de colocá-los em palavras como freqüente e lingüiça e, assim, perdem pontos em provas e concursos.

O Brasil começa a se preparar para a mudança ortográfica que, além do trema, acaba com os acentos de vôo, lêem, heróico e muitos outros. A nova ortografia também altera as regras do hífen e incorpora ao alfabeto as letras k, w e y. As alterações foram discutidas entre os oito países que usam a língua portuguesa –uma população estimada hoje em 230 milhões– e têm como objetivo aproximar essas culturas.

Não há um dia marcado para que as mudanças ocorram –especialistas estimam que seja necessário um período de dois anos para a sociedade se acostumar. Mas a previsão é que a modificação comece em 2008.

O Ministério da Educação prepara a próxima licitação dos livros didáticos, que deve ocorrer em dezembro, pedindo a nova ortografia. “Esse edital, para os livros que serão usados em 2009, deve ser fechado com as novas regras”, afirma o assessor especial do MEC, Carlos Alberto Xavier.

É pela sala de aula que a mudança deve mesmo começar, afirma o embaixador Lauro Moreira, representante brasileiro na CPLP (Comissão de Países de Língua Portuguesa). “Não tenho dúvida de que, quando a nova ortografia chegar às escolas, toda a sociedade se adequará. Levará um tempo para que as pessoas se acostumem com a nova grafia, como ocorreu com a reforma ortográfica de 1971, mas ela entrará em vigor aos poucos.”

Tecnicamente, diz Moreira, a nova ortografia já poderia estar em vigor desde o início do ano. Isso porque a CPLP definiu que, quando três países ratificassem o acordo, ele já poderia ser vigorar. O Brasil ratificou em 2004. Cabo Verde, em fevereiro de 2006, e São Tomé e Príncipe, em dezembro.

António Ilharco, assessor da CPLP, lembra que é preciso um processo de convergência para que a grafia atual se unifique com a nova. “Não se pode esperar resultados imediatos.”

A nova ortografia deveria começar, também, nos outros cinco países que falam português (Portugal, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor Leste). Mas eles ainda não ratificaram o acordo.

“O problema é Portugal, que está hesitante. Do jeito que está, o Brasil fica um pouco sozinho nessa história. A ortografia se torna mais simples, mas não cumpre o objetivo inicial de padronizar a língua”, diz Moreira.

“Hoje, é preciso redigir dois documentos nas entidades internacionais: com a grafia de Portugal e do Brasil. Não faz sentido”, afirma o presidente da Academia Brasileira de Letras, Marcos Vilaça.

Para ele, Portugal não tem motivos para a resistência. “Fala-se de uma pressão das editoras, que não querem mudar seus arquivos, e de um conservadorismo lingüístico. Isso não é desculpa”, afirma.

DANIELA TÓFOLI
da Folha de S.Paulo

19 de agosto de 2007

Coisas do Veríssimo

Filed under: Uncategorized — vergaranunes @ 18:45

De Luis Fernando Veríssimo:

A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer “escrever claro” não é certo mas é claro, certo?

“Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou com a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção de lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda.” (O Gigolô das palavras).

Outras do Veríssimo:

Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.

As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

17 de agosto de 2007

Resposta para Tatiana

Filed under: Uncategorized — vergaranunes @ 19:20
Algumas coisas eu não entendo bem. Um pessoa (Tatiana) postou uma dúvida em uma comunidade. Algumas pessoas responderam, mas eu achei que era insuficiente o que tinham dito para responder o perguntado. Talvez para Tatiana fosse.

Bem, resolvi preparar minha própria resposta, já que a questão é de uma área que venho estudando há algum tempo (sintaxe do espanhol). Mas achei que tinha escrito muito, e resolvi enviar-lhe uma mensagem dizendo que poderia enviar a resposta por e-mail, caso quisesse… acho que ela não queria resposta. Como gastei um tempo escrevendo, ponho aqui ” por si acaso”…

Dúvida dela:

duda sobre pronombre
Alguien podría decirne el porque del siguiente pronombre en la frase abajo
Vi a Alfredo esta semana. ?Dónde LO viste?
Aquí no debería ser LE o es un caso de loísmo?

Algumas respostas:

Le e les são utilizados nas frases como complementos indiretos, sendo uma frase onde só cabe um complemento o Lo está correto.

Mira que en el caso de la interrogación, el pronombre “LO” se usa para sustituir Alfredo. En esto caso para no si usar de nuevo el nombre ya mencionado si utiliza LO.

Minha resposta (nunca postada na tal comunidade do orkut)

Sobre tus preguntas:

  1. No, no se trata de un caso de loísmo, ya que el pronombre “lo” no funciona como complemento indirecto. En “*Voy a escribirlo una carta a mi padre.”, tenemos un caso de loísmo, es decir, el pronombre “lo” en el lugar de “le”. En este caso, el emisor usa el pronombre “lo” para referirse “a mi padre”.
  2. No, no debería ser “le”, sin embargo, la norma permite que en este caso que presentas se use el pronombre “le” sin ningún problema, es un caso de leísmo aceptado o permitido. Según la Real Academia, cuando el complemento directo está en singular y se refiere a persona en masculino, entonces sí, en el lugar de “lo” se puede usar el “le”. Pero, normalmente, el pronombre “le” se refiere a complemento indirecto, es decir, la persona o animal que recibe el resultado de la acción expresada por el verbo. Una estrategia para identificarlo es usar la preposición “para”. Tu oración, sin herir la Norma, podría, tranquilamente, escribirse “Vi a Alfredo esta semana. ¿Dónde le viste?”
  3. “Lo” siempre se refiere a complemento directo, que es la cosa hecha por el verbo (a menos que haya un caso de loísmo – que la Real academia no acepta – en que el “lo” va a referirse a un complemento indirecto, sustituyendo al “le”). Una buena estrategia para identificar un complemento directo en la oración (y saber que se puede reemplazarlo por “lo”) es pasar la oración a la voz pasiva. “Vi a Alfredo esta semana”. En la pasiva: “Alfredo fue visto por mí esta semana.” La palabra que pasa a sujeto de la nueva oración (en pasiva) era el complemento directo en la oración original. Si ocurre eso, es porque se puede sustituir esta palabra por “lo”. Mira qué pasaría si la oración fuera “Escribí a Alfredo esta semana”. Seguramente no podríamos decir “*Alfredo fue escrito por mí esta semana”. Eso no es posible porque en este caso “a Alfredo” no es un complemento directo, sino indirecto.
  4. Bueno, ahí hay un nuevo problema, a los brasileños, especialmente: en español, el complemento directo, cuando se refiere a persona (o cosa personificada) siempre va antecedido de la preposición “a”. Esto, a nosotros brasileños, nos va a parecer tratarse de un complemento indirecto. Y, de pronto, nos va a llevar a pensar que lo podemos sustituir por un pronombre “le”, característico del complemento indirecto. Aquella oración (“Escribí a Alfredo esta semana.”) podría quedar así: “Le escribí a Alfredo esta semana”. Si yo escribiera “*Lo vi a Alfredo esta semana”, entonces ahí tendríamos un caso de loísmo.
  5. Hay algunas b uenas estrategias para identificar si “a Alfredo” es complemento directo (y lo puedo sustituir por “lo”) o si es complemento indirecto (y lo puedo sustituir por “le”):
  • Usar la preposición “para”: “Escribí a Alfredo esta semana/Escribí para Alfredo esta semana”. Si ocurre esto es porque “a Alfredo” es complemento indirecto. El complemento indirecto acepta la preposición “a” y “para”.
  • Usar la preposición “para”: “Vi a Alfredo esta semana/*Vi para Alfredo esta semana”. Como se percibe, la oración no queda bien. Esto ocurre porque en este caso “a Alfredo” no es complemento indirecto, sino un complemento directo. Como el complemento directo sólo acepta la preposición “a” (y no la preposición “para”), entonces no es posible usarla.
  • Pasar la oración original a la voz pasiva: “Escribí a Alfredo esta semana/Alfredo fue escrito por mí esta semana”. Si no es posible significa que la oración tiene un complemento indirecto (y en su lugar puedo usar el pronombre “le”: “Le escribí.”) . Como se ve, esto está relacionado al verbo que exigirá un complemento directo o indirecto (o los dos).
  • Pasar la oración original a la voz pasiva: “Vi a Alfredo esta semana/Alfredo fue visto por mí esta semana”. Si se puede pasar la oración a la voz pasiva, significa que tengo un caso de complemento directo (y en su lugar debo usar el pronombre “lo”: “Lo vi.”). Como se ve, esto está relacionado al verbo que exigirá un complemento directo o indirecto (o los dos).

Bueno, perdón por escribirte tanto. Es muy probable que ya hayas superado esta duda, o que he te traído otras tantas que ni siquiera querías tener. Si puedo ayudarte, no dudes en escribirme.

Un abrazo

16 de agosto de 2007

O Globo impresso agora na tela de graça

Filed under: Uncategorized — vergaranunes @ 16:49

Não faço absolutamente nenhuma apologia do jornal O Globo nem endosso seu conteúdo, mas quer lê-lo no computador, pode ver uma versão na tela do jornal impresso, onde se pode folhear, ver as imagens, todas as seções, aumentar o tamanho da letra, imprimir… muito mais do que se poderia fazer com o texto impresso. O mais legal de tudo: é de GRAÇA. Mas tem que se cadastrar. Eu recebo as notícias por e-mail, olho o que me interessa, e ainda posso acessar o jornal completo. Bem legal. Vale a pena.

http://www.experimenteoglobo.com.br/flip/

14 de agosto de 2007

Meu spam contra a CPMF

Filed under: Uncategorized — vergaranunes @ 16:06

(isto foi escrito para ser um e-mail)

Pessoal, eu cá com um novo spam personalizado… desta vez contra a CPMF.

Recebi do Denis, professor de Letras, o link, verifiquei, li o material, assinei e estou aqui para fazer minha parte.

No link http://www.contraacpmf.com.br/cpmf.asp
vocês podem ver e participar de um abaixo-assinado virtual, encabeçado pela FIESP, contra a intenção do governo de perpetuar essa longa e “provisória” ” contribuição” que nos tira na marra 0,38% de nosso dinheiro (começou com 0,20 em 96). O dinheiro que era para a saúde foi desviado, e o provisório quer ficar para sempre.

Quem quiser se manifestar contra a CPMF… é só clicar no link acima e preencher os dados.

Se tiverem curiosidade que nem eu, observem quantas pessoas já assinaram (neste momento 745.001), e depois apertem F5 do teclado do seu computador (que serve para atualizar os dados de uma página da internet), e olhem quanta gente a cada segundo tá se juntando nesse manifesto. É muuuuita gente!! Tomara que essa gente toda se faça escutar.

Se acharem que vale a pena, reescrevam este texto e enviem para seus amigos de e-mail.

Um abraço

5 de agosto de 2007

Computadores prejudicam estudantes

Filed under: Uncategorized — vergaranunes @ 19:03
Eu trabalho com tecnologias aplicadas à educação como disciplina no curso de Pós Graduação em Letras em minha universidade. Tenho escrito artigos e orientado pesquisas sobre os aspectos positivos da adoção de tecnologias na educação como fator que contribui para a aprendizagem dos alunos. Por isso, para fazer um diálogo com aqueles que – como eu – têm trabalhado nesta linha, coloco a matéria abaixo (que se contrapõe ao que venho pensando). Obrigado à Vania Chaigar pela contribuição.
Desconectados
Sem supervisão, computadores nas escolas brasileiras mais distraem do que ensinam

Fonte: Revista Veja n. 2020
04/08/2007 08:29h – O computador é uma poderosa ferramenta do aprendizado. Por meio dele, os estudantes podem ingressar em redes virtuais, compartilhar projetos de pesquisa e acessar gigantescos bancos de dados. No entanto, não é o que tem ocorrido no Brasil. Uma pesquisa do Ministério da Educação (MEC) permite afirmar que o aparecimento de novos laboratórios de computadores nas escolas brasileiras fez o ensino piorar. Segundo a pesquisa, estudantes que usam computadores nas escolas estão seis meses atrasados nas matérias curriculares em relação aos alunos sem acesso ao equipamento. Para chegarem a tais conclusões, os especialistas reuniram as notas dos estudantes nas três últimas edições do Saeb, prova aplicada pelo MEC para aferir a qualidade do ensino básico. Por meio de recursos estatísticos, eles conseguiram medir o grau de influência do computador sobre o desempenho dos alunos com acesso ao aparelho – 38% das escolas públicas já têm PCs instalados.

Outras pesquisas já haviam mostrado que os computadores têm contribuído pouco (ou nada) para a excelência nas escolas brasileiras. Até esse momento, no entanto, nenhuma delas havia traçado um retrato tão negativo. Analisa a especialista Fabiana de Felício, autora do estudo: “Sem a supervisão dos professores, as crianças perdem tempo em frente ao computador com atividades sem nenhuma relevância para o ensino”. Leia-se: jogos e bate-papos virtuais. Países onde os estudantes cultivam o hábito de usar o computador na escola têm uma lição elementar a ensinar ao Brasil. Tais projetos só foram adiante com sucesso porque os professores receberam treinamento para fazer uso dos PCs para fins pedagógicos. No Chile, é o caso de 80% dos docentes. No Canadá, as escolas contratam ainda especialistas encarregados de organizar bibliotecas de softwares e orientar os professores sobre como aplicá-los em sala de aula. As escolas brasileiras estão a anos-luz dessa realidade. “Aqui os professores mal sabem ligar o computador”, resume Roseli Lopes, coordenadora no Núcleo de Sistemas Integrados da Universidade de São Paulo (USP). Ela é uma das responsáveis pela implantação de um programa do governo federal cujo objetivo é distribuir laptops aos 30 milhões de estudantes da rede pública.

Proporcionar às crianças pobres acesso ao computador é um fato positivo, e ninguém discorda disso. Mas não basta jogar os aparelhos dentro das salas de aula para que eles produzam milagres. É preciso treinar os professores, adaptar os aparelhos a projetos pedagógicos e supervisionar seu uso pelos estudantes. Numa visita à escola pública Ernani Silva Bruno, de São Paulo, uma das cinco no país que servem de piloto ao projeto, tem-se uma idéia mais realista das dificuldades à vista. Enquanto uma professora quer saber como aciona a letra maiúscula no teclado do laptop, a estudante Giovana Gomes, de 11 anos, expressa sua ambição em relação à nova máquina: “Vou poder brincar no site da Barbie e jogar games na escola”. Sem supervisão, Giovana e seus colegas não irão longe.

Notícia extraída de CM News, disponível em <http://www.cmconsultoria.com.br/cmnews_noticia.php?codigo=28214>, acesso em 05/08/2007.

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