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28 de abril de 2011

Sem palavras

Filed under: Uncategorized — vergaranunes @ 01:42
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26 de abril de 2011

Repelente natural contra o mosquito da dengue

Filed under: Uncategorized — vergaranunes @ 16:31

Recebi por email e conferi a veracidade.

Trata-se de um trabalho feito por Ioshiko Nobukuni (sobrevivente da dengue hemorrágica). Há vários sites em que ela passa essa sua campanha e dicas. Dois desses abaixo:
http://plantarecultivar.blogspot.com/2009/09/dengue-prevencao-e-tratamentos.html
http://gicult.com.br/blog/?p=2677

Vale a pena conferir.
elton

Senhores, volto a insistir, com tanta chuva, está sendo impossível controlar poças d’agua e criadouros, como sabem. Estou fazendo um trabalho de formiguinha e está dando certo. Este repelente caseiro, ingredientes de grande disponibilidade, fácil de preparar em casa, de agradável aroma,econômico. Em contato com pessoas, tenho notado que não se protegem, estão reclamando que crianças estão cheias de picadas. Tenho distribuído frascos como amostra, todos estão aderindo. Já distribuí 500 frascos e continuo. Mas, sou sozinha, trabalhando com recursos próprios, devido ao grande número de casos de dengue, não consigo abranger. Gostaria que a SUCEN sugerisse aos municípios distribuir este repelente (numa emergência) nos bairros carentes com focos da dengue, ensinando o povo para futuramente preparar e usar diariamente, como se usa sabonete, pasta de dente. Protegeria as pessoas e ao mesmo tempo, diminuiria a fonte de proteína do sangue humano para o aedes maturar seus ovos,  atrapalhando assim, a proliferação. Não acham que qualquer ação que venha a somar nesta luta deveria ser bem vinda?

DENGUE I:
FAÇA O REPELENTE DOS PESCADORES EM CASA:
– 1/2 litro de álcool;
– 1 pacote de cravo da Índia (10 gr);
– 1 vidro de óleo de nenê (100ml)

Deixe o cravo curtindo no álcool uns 4 dias agitando, cedo e de tarde;
Depois coloque o óleo corporal (pode ser de amêndoas, camomila, erva-doce, aloe vera).
Passe só uma gota no braço e pernas e o mosquito foge do cômodo. 
O cravo espanta formigas da cozinha e dos eletrônicos, espanta as pulgas dos animais.
O repelente evita que o mosquito sugue o sangue, assim, ele não consegue maturar os ovos e atrapalha a postura, vai diminuindo a proliferação.
A comunidade toda tem de usar, como num mutirão.
Não forneça sangue para o aedes aegypti!

25 de abril de 2011

A comédia sem graça da MTV

Filed under: Uncategorized — vergaranunes @ 14:42
25/04/2011

Assisti ontem pela primeira vez um vídeo que tá rodando nas internets chamado “A casa dos Autistas” produzido e encenado por humoristas da MTV, que tão mais por cima do que queijo em bife à parmegiana.
Sempre encaro as peças cômicas com o coraçãozinho aberto, afinal, graça é feita para rir e não para ficar pensando, matutando suas razões, fundamentos, ‘sacadas’ geniais.
Já escrevi aqui neste espaço um punhado de vezes que defendo o direito pleno à liberdade de expressão e que é a Justiça quem deve determinar o que ultrapassa o limite do bom senso e deve ser punido com indenização, com reparação moral, e tudomais.com.br
Sinceramente, apesar de muitos me verem como “representante” importante da classe dos ‘malacabados’, não falo jamais em reserva de mercado para nos defender de ser alvo de piada, de quadros humorísticos… Acho que, se tem fundamento, tem graça, tem elegância, tá valendo, sim…
Contudo, eu que me acho bem humorado, fiquei pasmo, embasbacado com o vídeo do “Comédia MTV”. Quem não viu, talvez seja importante bater o olho clicando no bozo…. Brincalhão
Não convivo com nenhuma pessoa autista, conheço pouco do mundo em que vivem e seus perrengues, mas senti um asco violento ao assistir o quadro. Não por um puritanismo de querer criar um manto de proteção aos autistas, mas sim por achar que o quadro tem o sentido único de tirar graça do lugar comum, do estereótipo, do estigma que paira sobre as pessoas que batalham contra o transtorno.
As associações que visam incluir os autistas em sociedade e tentar quebrar tabus que as envolvem estão quebrando uma pedra danada para que deixemos de ver seus pares como lunáticos, gente esquisita, gente que deve viver apartada do convívio de todos.
Não vai demorar, pois me atrevo a dizer que conheço um bocadinho de mídia, alguém defender que o vídeo tem um “fundo” didático e quer desmitificar o autismo. Bem, louvável seria isso se houvesse uma explicação mínima durante o quadro, um debate, uma mensagem, o que não acontece.
A passagem mostra apenas os atores tentando provocar graça por meio de gestos repetitivos, gestos que, a meu ver, são de cunho particular do autista, de suas famílias e de pessoas que as compreendam minimamente.
Tendo a achar que os jovens e adolescentes que viram o quadro do “Comédia MTV” _exibido h´´a cerca de um  mês, mas que ganhou repercussão agora_ só reforçaram em si aquilo que imaginam que as pessoas com deficiência não são capazes de fazer ou que fazem de forma desajeitada, esquisita, mocoronga.
A minha convicção é que isso não agrega em nada. Agrega é mostrar o que os “diferentes” podem fazer igual ou melhor que os outros, mostrar que limitações existem, mas podem ser enfrentadas, redesenhadas e integradas nos meios sociais.
Um programa de imensa audiência nos EUA, o American Idol, tem entre seus finalistas neste ano um caboclo que possui autismo leve juntamente com outra síndrome que afeta seu comportamento.
James Durbin é beeeeem doidinho durante suas apresentações. É agitado, irrequieto, fala mais do que a boca e até já fez propaganda da Pepsi, durante um programa ao vivo, patrocinado pela Coca-Cola. Mas, o que o show quer de fato saber é se ele tem ou não talento. E o cara, até agora, arrasou, quebrou tudo, cantando Rock and Roll. Saca um vídeo dele aqui.
Uma pena que a MTV, uma emissora que ajuda na formação de jovens, além de entretê-los, não consiga dar uma bola dentro em relação à inclusão. Gente talentosa, tenho certeza que há aos montes por lá.
Insisto que não se trata aqui de tornar uma “classe” de gente imune à comédia, à graça, à piada. Por essa lógica, eu mesmo estaria comprometido de seguir na batalha pelo domínio do mundo.
Mas fazer humor, pelo menos pensando nos grandes mestres como Chico Anysio, Jô Soares, Renato Aragão, Tom Cavalcante e outros, envolve inteligência, criatividade e respeito ao ser humano, fonte inesgotável de graça.
Escrito por Jairo Marques às 00h04

21 de abril de 2011

Os usos pedagógicos da audiodescrição

Filed under: Uncategorized — vergaranunes @ 17:58
Uma tecnologia assistiva a serviço da inclusão social

 

Lívia Couto Guedes

Lívia Couto Guedes possui  licenciatura plena em pedagogia, com habilitação em administração escolar e mestrado em educação pela Universidade Federal de Pernambuco – Ufpe (2004 e 2007, respectivamente). É estudiosa das questões relacionadas à inclusão social de pessoas com deficiência, com ênfase no enfoque educacional e escolar. É audiodescritora, atuando na promoção de acessibilidade comunicacional para a pessoa cega e com baixa visão por meio da construção e narração de roteiros acessíveis. Atualmente, é professora substituta da Ufpe, lotada no Colégio de Aplicação, no qual leciona a disciplina de pesquisa no ensino fundamental e integra o Serviço de Orientação e Experimentação Pedagógica.

 
Introdução

A despeito de muito já se ter produzido em termos de literatura acerca da inclusão social e das várias práticas que a representam, seja na escola ou em outros lócus, não é exaustivo se defender que a inclusão se efetiva na prática, no fazer cotidiano, na ocupação com as mudanças sociais necessárias, em lugar da mera preocupação, e na crença de que cada pessoa em situação de aprendizagem, seja ela com deficiência ou não, vem requerer de nós educadores um olhar sempre consciente e esvaziado, pronto a preencher-se diante de novos desafios.

            E quando a atenção recai sobre a formação escolar de pessoas com deficiência, o ato de se perceber educador e, portanto, responsável pelo planejamento das possibilidades de inclusão escolar consiste em tarefa permanente, passando a demandar do docente uma atitude que envolve flexibilidade e conhecimento, na busca pela promoção das acessibilidades que conduzirão o educando com deficiência às reais oportunidades de inserção no contexto da escola regular e, a partir dele, na vida social, em prol do melhor desenvolvimento de suas potencialidades.

            Nesse sentido, entendemos como possibilidades reais de inclusão escolar aquelas em que se privilegiam atitudes pedagógicas e relações interpessoais pautadas na ética entre educador e educando. Nas quais se estabelece uma convivência harmoniosa ditada pelo respeito a todas as pessoas, pelo simples fato de serem pessoas humanas.

            Corroborando com essa visão, Almeida (2004, p.82) defende que uma prática docente pautada pelo respeito ao educando pressupõe:

§ aceitá-lo no ponto em que está, o que significa conhecê-lo em sua etapa de formação e conhecer os meios em que se desenvolve;

§ não impor limites a seu desenvolvimento;

§ oferecer outros meios e grupos para que ele possa desenvolver suas ações;

§ aceitar que a educação é uma relação evolutiva, que vai se transformando e tende para a autonomia, para o ponto em que o aluno não precisa mais do professor.

Assim, entendemos que o educador comprometido com uma prática inclusiva, que respeita e valoriza seus educandos e, consequentemente, suas características humanas, faz da ação docente uma busca constante pela promoção das acessibilidades que diluirão as possíveis barreiras limitantes ou impeditivas do pleno desenvolvimento das pessoas com deficiência.

Na busca pela promoção dessas acessibilidades, torna-se, pois, fundamental pensar a prática pedagógica a partir da perspectiva do desenho universal, com base no qual o educador inclusivo atenta para a construção e execução de propostas educacionais que considerem as demandas da diversidade humana como justificativas suficientes para a utilização de recursos e serviços alinhados com as necessidades de seu público.

Com o propósito de instrumentalizar o docente no sentido de respeitar os educandos com deficiência, oferecendo-lhes situações de aprendizagem que verdadeiramente reflitam a adoção de práticas e atitudes inclusivas, acreditamos que o educador deve incorporar ao seu fazer pedagógico o uso de tecnologias assistivas.

De acordo com Bersch e Tonolli (www.bengalalegal.com/tecnol-a.php), considera-se tecnologia assistiva:

[ ] todo o arsenal de Recursos e Serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e, consequentemente, promover Vida Independente e Inclusão.

É também definida como “uma ampla gama de equipamentos, serviços, estratégias e práticas concebidas e aplicadas para minorar os problemas encontrados pelos indivíduos com deficiências”.

            Nesse ponto, cabe ressaltar que a escolha e a utilização de tecnologias assistivas por parte do educador inclusivo devem ser compreendidas como potencializadoras da ação da pessoa com deficiência, configurando-se muito mais como uma ajuda técnica que atuará como recurso ou serviço adicional, em prol da equiparação da igualdade.

Em outras palavras, significa dizer que, ao se promover o uso de tecnologias assistivas no contexto social ou escolar, a partir do uso de tais tecnologias, a pessoa com deficiência poderá executar tarefas, acessar informações, transitar pelos ambientes etc., sem necessitar arcar com os possíveis prejuízos oriundos da presença de barreiras.

A audiodescrição como tecnologia assistiva

            Surge, então, no cenário da tecnologia assistiva, a audiodescrição, que se constitui como um serviço especializado capaz de promover a acessibilidade comunicacional de pessoas cegas e com baixa visão, além de contribuir para o acesso à informação de pessoas disléxicas ou que apresentem outros tipos de transtornos relacionados à leitura.

            A audiodescrição transita, pois, pelo viés da comunicação, assumindo o papel de transmissora de informações que, inicialmente, estariam disponíveis apenas no plano visual, a exemplo de imagens estáticas (tais como fotografias), cenas dinâmicas (veiculadas no cinema, TV ou teatro), além de textos e legendas impressas.

Nas palavras de Mota (http://www.bancodeescola.com/audiodescr.htm), a audiodescrição consiste na “(…) arte de transformar aquilo que é visto no que é ouvido”.

O recurso consiste na descrição clara e objetiva de todas as informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como, por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela.

Consoante a Portaria n. 310/2006, a audiodescrição é definida como:

[ ] uma locução, em língua portuguesa, sobreposta ao som original do programa, destinada a descrever imagens, sons, textos e demais informações que não poderiam ser percebidos ou compreendidos por pessoas com deficiência visual.

            Ainda consoante Mota (www.bancodeescola.com/audiodescr.htm), as raízes históricas da audiodescrição remontam à década de 1970, nos Estados Unidos, quando o norte-americano Gregory Frazier desenvolveu estudos que ajudaram a impulsionar a experimentação da técnica no teatro, estendendo-se à Europa e chegando a alcançar o continente asiático, já direcionada a seriados de TV e ao próprio cinema. Há, no entanto, registros que conferem à dra. Margareth Phantiehl e ao seu marido o crédito pela invenção do serviço de audiodescrição, no ano de 1981.

Já no Brasil, a utilização da técnica é recente, podendo ser encontrada primeiramente no cinema, com a exibição do filme “Irmãos de Fé”, no circuito comercial, em 2005. Porém, desde 2003, o festival internacional de filmes sobre deficiência “Assim Vivemos” vem exibindo filmes audiodescritos.

Os usos pedagógicos da audiodescrição

Nosso interesse, no entanto, reside em situar a audiodescrição tomando por base o seu potencial pedagógico, na condição de técnica ou serviço de promoção da acessibilidade capaz de permitir ao educador inclusivo, nas mais variadas situações didáticas desenvolvidas no cotidiano escolar, a construção e narração de roteiros audiodescritos que possam ilustrar e enriquecer o processo de ensino/aprendizagem, ao passo que beneficia o educador no planejamento de aulas inclusivas, voltadas à diversidade dos alunos, e favorece os próprios educandos, usuários do recurso.

Para Guedes et al. (http://www.vezdavoz.com.br/2vrs/noticiasview.php?id=86), o uso da audiodescrição no contexto pedagógico também permite às pessoas disléxicas uma melhor absorção de informações e conhecimentos, uma vez que as dificuldades relacionadas à leitura, escrita e soletração advindas da dislexia estariam sendo dribladas em virtude da utilização do recurso sonoro, o que facilitaria o entendimento das informações contidas nos textos, a partir de sua escuta.

            Com o propósito de desvelar a potencialidade pedagógica da audiodescrição, os autores apontam, ainda, algumas ações que podem ser empreendidas pelos professores da educação básica e replicadas nos demais níveis de escolarização formal, no sentido de se promover a acessibilidade comunicacional que conduzirá os educandos com deficiência à desejada inclusão escolar.

            Com ações que envolvem não só o professor, mas também toda a escola e a comunidade escolar, os educandos com e sem deficiência serão formados com a perspectiva da inclusão social, ou seja; tendo respeitados os seus direitos de acesso ao conhecimento formal, à cultura, aos espaços físicos e também à própria liberdade de expressão e empoderamento, mobilizadores da autonomia e independência.

            Assim, mediante utilização da audiodescrição como ferramenta de cunho pedagógico, os educadores inclusivos poderão:

– minimizar ou eliminar as barreiras presentes nos meios de comunicação que se interponham ao acesso à educação, tais como aquelas presentes no acesso a materiais bibliográficos;

– proporcionar que alunos com deficiência visual, com dislexia e outros tenham acesso aos conteúdos escolares, no mesmo tempo em que o restante da turma;

– permitir que todas as ilustrações, imagens, figuras, mapas, desenhos e demais configurações bidimensionais, presentes nos livros didáticos, fichas de exercícios, provas, comunicados aos pais, cartazes, circulares internas etc. também sejam disponibilizados em audiodescrição;

– zelar pela autonomia, empoderamento e independência dos alunos com deficiência visual e outros usuários do recurso;

– atentar para a descrição de objetos que fazem parte do cotidiano escolar, como a disposição do mobiliário da sala de aula, da planta baixa da escola, da distribuição do acervo na biblioteca, dos espaços de recreação e outros ambientes e produtos de uso comum etc.;

– perceber a transversalidade do recurso, por exemplo, ao estimular que, com uso de uma atividade coletiva de audiodescrição, durante uma aula de matemática ou de ciências, os alunos possam desenvolver descrições por escrito, de tal sorte que as informações ali contidas possam ser aproveitadas nas aulas de língua portuguesa;

– considerar a importância de democratizar as informações e conhecimentos construídos em sala de aula para toda a comunidade escolar, oferecendo aquele recurso em exposições, mostras, feiras de ciências, apresentações, reuniões de pais e mestres, encontros pedagógicos, aulas de reforço escolar, excursões temáticas, jogos e olimpíadas esportivas, exibição de filmes e nos demais encontros e atividades cuja educação seja o foco;

– reforçar o respeito pela diversidade humana, praticando e divulgando ações de cunho acessível entre os alunos com e sem deficiência;

– atrair parceiros que possam financiar projetos de acessibilidade na escola e a partir dela;

– criar programas e projetos de voluntariado e monitoria que envolvam o público interno da instituição e a comunidade escolar, a fim de capacitar os interessados na temática da audiodescrição e levar adiante outras iniciativas de acessibilidade;

– promover encontros de formação, reflexão e sensibilização sobre a inclusão social das pessoas com deficiência para professores, funcionários, gestores, alunos e comunidade, fortalecendo a máxima de que a inclusão só poderá ser construída por intermédio da perpetuação de práticas acessíveis, ou seja, a partir da eliminação de barreiras, tais como as atitudinais e aquelas presentes nos meios de comunicação.

            Cientes de que a tarefa de educar na perspectiva inclusiva exige, antes de tudo, a crença irrestrita na capacidade humana de aprender sempre, ainda que em ritmos e de maneiras diferentes, acreditamos que todo educador, atuando em qualquer modalidade da educação básica, seja capaz de incorporar à sua prática docente a utilização de tecnologias assistivas.

            E, sendo a audiodescrição uma dessas tecnologias, conclamamos a todos os educadores comprometidos com a proposta de educar pessoas, independentemente de rótulos ou estigmas, a estudar a sério o potencial dessa enriquecedora ferramenta pedagógica, na certeza de que os lucros advindos desse investimento, para além do enriquecimento na própria formação docente, também implicarão a resposta positiva dos educandos com deficiência, incluídos e verdadeiramente atuantes.

             

Referências
ALMEIDA, Laurinda Ramalho de. Wallon e a Educação. In MAHONEY, Abigail Alvarenga et. alli. Henri Wallon: Psicologia e Educação. 4.ed. São Paulo: Loyola, 2004.
BERSCH, Rita & TONOLLI, José Carlos. Introdução ao conceito de Tecnologia Assistiva. Disponível em: < http://www.bengalalegal.com/tecnol-a.php&gt;. Acesso em: mai.2010.

MOTTA, Lívia Maria Villela de Mello. Audiodescrição – recurso de acessibilidade de inclusão cultural. Disponível em: . Acesso em: mai.2010.

POZZOBON, Graciela & POZZOBON, Lara. Audiodescrição. Disponível em: . Acesso em: out.2009.

BRASIL. Portaria 310. 2006. Disponível em: . Acesso em: out.2009.

GUEDES, Lívia Couto, GUEDES, Marcelo Couto & LIMA, Francisco José de. Audiodescrição: Orientações para uma Prática sem Barreiras Atitudinais. Disponível em: . Acesso em: mai.2010.

Projetos de estádios não atendem decreto sobre acessibilidade

Filed under: Uncategorized — vergaranunes @ 01:38
Membros do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 parece debochar da legislação brasileira que garante acessibilidade às pessoas com deficiência. Sentem-se acima da lei, discutindo se vale a pena ou não cumpri-la, se concordam ou não com o que determina, se os direitos protegidos merecem ou não ser respeitados. Debocham das autoridades e sequer ficam com cara vermelha. Os caras são ibira-pitanga, são caras ibira-pitanga.

elton
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Brasília, 18 de abril de 2011

A acessibilidade nos estádios que receberão jogos da Copa do Mundo de 2014 norteou os debates da reunião do GT Inclusão de Pessoas com Deficiência, da Procuradoria Geral da Repúlica, que ocorreu na última terça-feira, 12/4. O conselheiro federal Kleber dos Santos participou da reunião como convidado. Na ocasião, ele informou aos presentes sobre as audiências públicas “Confea/Crea em Campo”, que estão sendo realizadas nas  cidades-sede da Copa, e que  são precedidas por ações de fiscalização preventiva e integrada, nas quais é observado o cumprimento da legislação brasileira no tocante à acessibilidade. Os membros do GT manifestaram interesse em participar das próximas audiências.

O debate central na reunião foi sobre os projetos dos estádios e o atendimento ao Decreto nº 5296/2004, que regulamenta a legislação sobre prioridade ao atendimento às pessoas com deficiência e sobre normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. A maioria dos presentes é da posição de que os projetos dos estádios têm de cumprir o decreto, enquanto que os representantes do COL – Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 – alegam que a adaptação dos projetos ao decreto pode causar transtornos como aumento dos custos e não atendimento dos prazos. A proposta do COL é de colocar assentos especiais nos pavimentos inferiores e térreos.

O representante do Ministério do Esporte, Luciano Portilho Mattos, informou que posição do Ministério é que se cumpra a legislação, uma vez que, inclusive, há artigos específicos sobre acessibilidade no Estatuto do Torcedor. Segundo ele, a aprovação dos projetos dos estádios sem que cumpram o disposto no decreto significa uma “afronta”. O artigo 23 do decreto estabelece que pelo menos dois por cento da lotação de estabelecimentos como teatros, cinemas, auditórios e, inclusive, estádios e ginásios de esportes, devem ser destinados a pessoas com cadeiras de rodas e distribuídos pelo recinto em locais diversos, de boa visibilidade, próximos a corredores sinalizados.

A coordenadora-geral de Acessibilidade da Subsecretaria Nacional da Pessoa com Deficiência (SNDP) (vinculada à Secretaria de Direitos Humanos), Ângela Carneiro da Cunha, citou que o Fórum da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) discutiu e entendeu que o percentual de dois por cento para pessoas em cadeiras de rodas previsto no decreto pode ser compreendido como um por cento para o cadeirante e um por cento para o acompanhante. Ela destacou que a posição da Secretaria é também para o atendimento e serviços de apoio para pessoas com outros tipos de deficiência, não exclusivamente referente à mobilidade.

Já o presidente do Conade – Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência -, Moisés Bauer Luiz, destacou sua discordância com a proposta de interpretação normativa da ABNT. Na visão dele, o decreto é claro em atribuir os dois por cento para pessoas em cadeira de rodas. Para ele, a única alternativa seria reformular o decreto diminuindo esse percentual no caso de estádios de futebol. O presidente do Conade disse acreditar que o Conselho não vetaria um percentual menor na legislação, desde que a acessibilidade plena fosse respeitada.

O decreto estabelece: “Art. 23.  Os teatros, cinemas, auditórios, estádios, ginásios de esporte, casas de espetáculos, salas de conferências e similares reservarão, pelo menos, dois por cento da lotação do estabelecimento para pessoas em cadeira de rodas, distribuídos pelo recinto em locais diversos, de boa visibilidade, próximos aos corredores, devidamente sinalizados, evitando-se áreas segregadas de público e a obstrução das saídas, em conformidade com as normas técnicas de acessibilidade da ABNT.”

Os representantes COL, no entanto, argumentam que a implantação da acessibilidade é complexa. Fábio Carvalho e Thiago Pelakauskas consideram o índice de dois por cento muito elevado. Eles ressaltaram a inviabilidade da adaptação dos projetos ao que estabelece o decreto, o que aumentaria os custos das obras em andamento e alteração nas licitações. Também destacaram a necessidade de se adaptar os meios de transporte que servem os estádios com os mesmos percentuais estabelecidos.  Presente à reunião, a gerente de Projetos do Ministério das Cidades, Magda Hennes, informou que o Pró-Transporte (programa de financiamento com recurso do FGTS) contempla acessibilidade. Além disso, ela disse que, projetos de infraestrutura viária devem estar de acordo com o Decreto nº 5296/2004 e com normas da ABNT.

O GT aguarda uma manifestação oficial do Conade, que balizará o posicionamento do Ministério Público Federal (MPF), e solicita ao COL que seja estudada a inclusão dos dois por cento de assentos para cadeirantes nos projetos dos estádios.

Beatriz Leal
Assessoria de Comunicação do Confea

11 de abril de 2011

Vocês só têm direito a 4%

Filed under: Uncategorized — vergaranunes @ 13:42
Leia a carta de Naziberto Lopes, Articulador do Movimento pelo Livro e Leitura Acessíveis no Brasil, em protesto a um projeto da então vereadora Mara Gabrilli, em que limita a 4% a possibilidade de acesso de pessoas com deficiência visual à cultura, literatura, ciência, lazer e tudo que seja veiculado através de livros.
elton

Prezada Deputada Mara Gabrilli,
desculpe estarmos chegando até vosso conhecimento por meio de uma carta aberta, mas já tentamos contato por meio de vosso email institucional e não obtivemos resposta até o momento. Imaginamos que provavelmente sua instalação em Brasília tenha tomado um bom tempo. De qualquer maneira, como acreditamos no poder das redes, temos certeza que desta vez vossa senhoria terá acesso a esta mensagem. 

(Leia na íntegra no blog do autor.)

8 de abril de 2011

Secretaria apresenta dicas para Bibliotecas Acessíveis

Filed under: Uncategorized — vergaranunes @ 13:18

Recebi por email o texto abaixo. Isto me fez pensar: quantas bibliotecas são acessíveis? A biblioteca da universidade em que eu trabalho (em que você trabalha) é acessível? Tem alguma dessas tecnologias disponíveis? Há algum projeto ou intenção nesse sentido?
elton

Além da eliminação ou superação das barreiras arquitetônicas conhecidas, envolvendo rampas, elevadores, guarda-corpos, pisos não escorregadios e espaçamento adequado às cadeiras de rodas, neste século XXI as bibliotecas públicas têm a obrigação de se adequar ao desenho universal, ou seja, atender a todas as pessoas, independente de idade, sexo ou eventual deficiência, seja ela física, sensorial ou múltipla.

É muito comum alguém questionar o que um cego faria em uma biblioteca pública, com milhares de livros em estantes que jamais poderia ler, ou um tetraplégico, que não poderia folheá-los e que ficaria até constrangido se alguém ficasse lendo para ele em voz alta em local onde há maior necessidade do silêncio. O que dizer, então, das pessoas surdocegas, estimadas pela sua principal entidade representativa em aproximadamente quinhentas só no Estado de São Paulo? E os idosos que já não conseguem ler por problemas de visão mas ainda não aceitaram essa condição? E os disléxicos, aqueles com distúrbio na capacidade de leitura ou interpretação de signos escritos? Ou ainda, o que um analfabeto faria em uma biblioteca?

Enfim, com as atuais tecnologias, todas essas pessoas também podem ser incorporadas ao público das bibliotecas, cabendo aos seus responsáveis procurar o melhor custo-benefício. Recomendamos:

1) Escâner para leitura de livros e publicações em geral, com emissão imediata de voz e possibilidade de gravação em áudio ou em diferentes formatos. Dispõe de OCR (sigla em inglês para reconhecimento de carácter óptico) e quando acoplado ao computador, permite também a ampliação das fontes do texto escaneado. Ideal para pessoas cegas, idosas, disléxicas e até iletradas, que poderão ouvir textos emitidos por voz agradável, com controle de velocidade e recursos como a soletração das palavras, ou ainda daquelas com baixa visão, que poderão ampliar os caracteres na tela do computador.

2) Linha Braile, que consiste em uma régua perfurada por pequenos pinos que, quando levantados, formam um texto em braile a partir da sua conexão ao computador ou ao escâner. Destinada às pessoas que preferem o braile (cerca de 10% das pessoas cegas) ou surdocegos, que não tem outra opção de leitura além do braile.

3) Software leitor de tela para computador. Permite a audição de todos os textos contidos em formato digital incluindo Internet, arquivos de texto e planilhas, desde que não tenham sido gravados em “formatos fotográficos”. Há no mercado até softwares gratuitos, mas sem tantos recursos.

4) Ampliador de Imagem, dispondo de diversos recursos para que uma pessoa com baixa visão possa ler os textos ampliados em tela de computador. Embora com menos recursos específicos, pode ser substituído por escâner com emissão de voz.

“É possível tornar uma biblioteca acessível.”
Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo
Coordenadoria de Desenvolvimento de Programas

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